Parte II – TIREOPAUSA

O passar dos anos pode ser saudável, mas o corpo dá sinais de que enfrenta períodos de pausas neste processo. Na maioria dos casos, a redução da atividade da tireoide tem início perto dos trinta anos de idade, mas em consequência de maus hábitos alimentares e de exposição contínua a estresse, esse quadro tem se manifestado cada vez mais cedo.

A tireopausa caracteriza-se pela diminuição dos hormô­nios da tireoide (T3 E T4), que se chama hipotiroidismo. O T3 é produzido 20% na tireoide e 80% nos tecidos periféricos, e o T4 é 100% produzido pela tireoide.

Simplificando: podemos dizer que os hormônios produzidos pela glândula tireoide determinam a velocidade em que o corpo deve trabalhar e como ele deve usar a energia.

É muito comum exames laboratoriais não apontarem disfunções importantes na tireoide. Isto acontece porque nem sempre esses exames expressam a realidade. É o que chamamos de casos subclínicos. Mesmo o exame apontan­do para a normalidade do funcionamento dessa glândula pode haver, sim, uma anormalidade. Nos casos de obesi­dade, em que há baixo metabolismo e em pacientes com esterilidade resistente a tratamentos, uma disfunção nessa glândula deve ser muito bem investigada.

Há milhares de homens e mulheres que podem sofrer com o sobrepeso por causa do mau funcionamento desta glândula e passar anos convivendo com o problema, sem saber que ele existe. Entre os sinais de que a tireoide não está funcionando corretamente, estão a obesidade resisten­te às dietas para emagrecimento, o aumento de colesterol total, triglicerídeos e LDL [colesterol ruim] e diminuição do HDL [colesterol bom].

Sentir muito frio, principalmente nas extremidades, cabelos secos e quebradiços, fadiga, baixa concentração, depressão e rouquidão ou voz grossa também são indi­cadores de disfunção tireoidiana e que precisa ser trata­da. Pesquisar, de forma criteriosa, o funcionamento dessa glândula depende tanto do conhecimento como da sensibilidade do profissional que avalia o paciente. A pressa no atendimento tem levado muitos a passarem anos de tratamento sem que o equilíbrio seja retomado.

Por outro lado, a falta de informação das pessoas que sofrem desses sintomas, acreditando que são sintomas “normais da idade”, tem contribuído para tantas mortes em decorrência das doenças que surgem a partir dessa baixa dos hormônios que regem nosso metabolismo.

Adaptado do livro O Caminho da Medicina Regenerativa, Tsutomu Higashi.

Drª Vânia Barboza

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